16 julho 2008

O certo e o errado

Contam que numa antiga vila cravada no meio de uma cadeia de montanhas, um jovem artesão vivia cheio de trabalho e pouco parava para pensar em si mesmo. Estava sempre a servir os outros, e parar de trabalhar lhe parecia um desrespeito com o grande número de apreciadores de sua arte, que adornava desde casas simples na vila quanto palácios fora dos limites dos olhos locais. Um dia, entretanto, procurando novos materiais com que pudesse trabalhar, o artesão, passeando por uma feira numa outra cidade, descobriu um tipo de cristal que nunca havia visto... Já muito haviam lhe falado sobre a matéria-prima, mas só vendo por si mesmo o artesão pôde perceber seu valor. Estava deslumbrado, ansioso por ter pra si aquela maravilha e poder não só moldá-la mas também admirar mesmo a beleza bruta do translúcido cristal.
O dono do vítreo material, um mercador viajante, porém, recusou-se a vender o material. Ao perceber o interesse do artesão, cujos olhos brilhavam frente ao cristal, percebeu o valor deste e disse que nunca fora de seu interesse vender, que desejava apenas fazer uma exposição. E chamando a atenção do artesão, ofereceu-lhe um outro cristal. Não pensem que este era de menor qualidade! Era tão fino e tão belo quanto o primeiro, de cor ligeiramente diferente, e também seria um primor em ser trabalhado, mas deste o artesão nada sabia, e tivera pouco tempo de avaliar, pois de pronto, o mercador escondeu ambos os cristais. O jovem artesão pensou por um momento, e por mais um, e outro... e assim perdeu dias tentando resolver o problema. Aceitaria o segundo cristal, belo como o primeiro, de negociação mais fácil mas sem conhecimento prévio, passando por cima de seu primeiro ímpeto, ou esperaria o invejoso mercador cansar-se do primeiro cristal, liberando-o para a venda, quem sabe depois de demasiado e desgastante tempo, o qual poderia ter trabalhado perfeitamente com o segundo?

Adianto, caro leitor, que não há resposta para tal questão. Um dado importante e, diria eu, até intrigante na vivência humana é que não é tudo que se resume à máxima do certo e do errado.
Como fazer a melhor das escolhas? Não se sabe... ainda mais quando o padrão de correto e incorreto não se aplica... E acredite, esta situação é muito mais freqüente do que imaginamos.
Pense nisso... Reflita também...

05 julho 2008

Desafio Machadiano

Não sei se dormia, mas real que parecia, uma bela fada de alas róseas me veio em sonho. Batia asas, soltando "porpurina" sobre este autor. enquanto lhe sorria, e sorrindo sussurrava: "Serás capaz de cumprir o desafio que lhe proponho?"
Como pudera negar? Encantado que estivera com os olhos luminosos, e o bailar por entre as nuvens, permiti apenas concordar embalando a cabeça. "Escrevais, cavalheiro, e mostrais que podeis terminar os versos que deixei soltos..."
Tento, pois, atender aos desejos do anjo que me fora enviado:


Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura!
Usai mil cores para adornar mundos,
Faz do céu, cerúleo, tua moldura;
Dá vida a meus lívidos segundos.

Olhai pro teu servo, amante teu
Que encantado, sim, observa a ti
E pensa só, em sonhos de Morfeu,
Sem empecilhos, por fim ter-te pra si.

E mui tanto eu daria para tal:
Cuore, vita... meu tudo, afinal!
Sem tu, Oh! flor, resta minha mortalha.

Lutar, é justo, por donzela-flor,
Doar-me pra merecer teu amor...
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!



Como já diziam os Parnasianos, "poesia é tão feita de transpiração quanto de inspiração"...
Deu trabalho, mas espero que a resposta do Desafio esteja aos pés da principesa.
Abraços fortes meus caros, e lembrem-se:
Reflitam também!

04 julho 2008

Quero mais tempestades...

Sempre fui fascinado pela chuva. Desde criança o cheiro de terra molhada me atraía, o visual da torrente minando do céu era incrível. E o melhor de tudo, a fúria da natureza, como que lavasse a insignificância humana sob si, trazia pra mim inspiração sem igual. Era sentir o primeiro vendo diferente, o ar úmido e possivelmente um trovão que, magicamente, eu era capaz de expor melhor o que pensava e, igualmente, pensava melhor também.

Ontem à noite, ao me deitar, senti a perturbação da calmaria lá fora. A brisa cresceu, tornou-se um sopro forte, que zunia por entre as frestas das janelas. Cortinas abertas permitiam que a luz, imediatamente acompanhada de um som expressivo, adentrasse meu quarto. E mais uma vez senti o ímpeto de escrever... Pequei por não ter levantado na mesma hora e ter expresso minhas mais novas frustrações... perdi a inspiração que me veio no momento...

Peço agora (mesmo com vontade enorme de ir à praia e aproveitar as férias) que mais nimbus-cúmulus apareçam no céu, e lavem a alma de um autor simples, sem grandes pretensões, mas com grandes necessidades de falar ao mundo...
Reflita também...

21 junho 2008

Dia dos Namorados em Atraso

Com um pouco de atraso, venho publicar este texto que surgiu de um desafio lançado pela grande amiga Lina, em celebração ao dia dos namorados. Ao fazer a versão masculina, Lininha me convidou a, com o devido paralelismo, criar a versão feminina para o texto. Cá está a reprodução caros amigos:

Prece pela Namorada Possível

Senhor, venho pedir uma namorada possível. Tudo bem, eu sei que sempre peço o mesmo ao Sr, seja em oração ou desespero, indo dormir ou na boate, mas acho que mereço né, Pai? Sou um homem fiel, que crê no desacreditado amor verdadeiro. Faço minhas obras sem esperar retorno dos beneficiados; não na profissão, mas no jeito de lidar com as pessoas, fazê-las sentirem-se melhor e amparadas. Me desfiz de toda idéia pré-formada, de todo pré-conceito e de todo ideário incurtido erroneamente em mim. Já até mudei minha posição inicial de “bonzinho”, que tanto elogiam mas igualmente repudiam as tais mulheres. Eu que tenho em mente a missão diária de fazer todos rirem não posso também estampar minha cara com sorrisos? Dôo a minha vida em prol dos necessitados, deixando de viver momentos pelos quais todos passam, e nada?! Sem querer questionar meu merecimento e meu crédito com o Sr, acho que estou merecendo sim!
Não uma namorada qualquer, achada num momento de solidão (em que qualquer uma serviria, e serviram!) mas uma menina nova, achada no meio de tantas outras, mas que do meio da multidão se destaque. Que emita uma luz brilhante, que ofusque mesmo a quem ousar desviar o olhar. Não quero uma deusa grega, porque Olimpiano não me fizeste. Quero uma bela moça, divinamente humana, humanamente divina. Que aceite ir ao cinema, de pronto, numa terça-feira depois da faculdade, se der vontade. Que divida um potão de sorvete comigo, seja creme da Kibon de morango da Häagen-Dasz, vendo um DVD, de House a Simpsons, comédia ou terror. Uma mulher que me tape os olhos ao me ver antes de eu vê-la, e me faça a surpresa como quem diz: “adivinha quem é?!”; que me tire de casa para passear sem planos feitos, seguindo pra onde quer que o vento nos leve.
Uma garota que dance! E dance melhor do que eu, mas que me ensine o necessário para acompanhá-la, e vê-la girar com a leveza de uma bailarina e o balanço de uma passista; que dance sem vergonha de que a vejam dançar, livre como uma ave, criando passos, por mais tolos que pareçam, mas que se divirta fazendo isso. E que não se prenda a um tipo só de música, mas adore a todos como eu, e que dance a todas também, sambando pra mim ou valsando comigo. Que ela me apresente a um mundo de coisas novas, me leve a descobrir a beleza de coisas menores do que as já admiro, e me mostre que na simplicidade das coisas é que habita a beleza. Que encha as minhas mãos de areia usando suas mãos na praia, e me empurre um canudinho de coco na boca dizendo “Prova!”. E que, então, levante meus óculos escuros e, colocando seus olhos nos meus, diga que está gostando do dia ao meu lado.

Uma mocinha delicada, não na vertente medo de bichinhos que voam, mas no jeito leve de ser. Que pegue a máquina fotográfica quando formos ao Jardim Botânico num dia de sol, e que se maravilhe como eu com o número de cores que a natureza cria. E que assim possa enxergar as possibilidades da pintura. Que faça uma tela comigo, se sujando como uma criança com as tintas espalhadas sobre a palheta. Que, não sabendo tocar nenhum instrumento musical como eu, se esforce pra tirar uma nota de um deles, e que vibre ao fazê-lo. E que não pense que ler quadrinhos é coisa de criança! Que jogue video-game comigo, e que eu sempre a deixe ganhar, só pra vê-la pular de alegria e me provocar depois, inclusive com beijinhos.
Que cozinhe, e comigo se suje e se limpe na cozinha, enquanto faço uma bella pizza numa sexta à noite... E que coma! Basta de mulheres movidas a saladinhas... que ela tope japonês, italiano, mexicano, português e americano...todo tipo de comida. Que ela faça doces incríveis, e que mesmo eu não gostando de doce, eu possa dizer “ficou incrível, como a doceira”. E que ao provar algo novo, por mais que ela não goste, olhe pra mim como quem vai começar a rir a qualquer momento. Ria... que ria muito! E não só ria de mim, mas que ria de si mesma ao me fazer rir. Que seja divertida, um quê de curiosa, e que faça aquela carinha que só meninas molecas podem fazer: rindo de leve, progressivamente, enquanto vão cerrando os olhos enquanto te observa. E que me olhe mantendo sempre no olhar o brilho que uma menina tem; o brilho apaixonante de quem vive um dia por vez, e faz uso dessas 24 horas como se foram suas últimas.
Que goste de poesia e literatura. Não uma expert em Drummond, ou que já tenha lido toda a obra de Dostoyevski, mas que possa comentar comigo o principal de livros mais conhecidos. Que não ache poesia coisa de frutinha, e que se sinta a maior das mulheres se eu recito pra ela a Lira XIII de Via Láctea, olhando fundo nos olhos. Uma mulher que vença os medos e bata de frente com os problemas, e que assim também me faça enfrentar os meus. Que me mantenha com os pés no chão, mas sempre sonhando acordado ao seu lado; que construamos castelos nas nuvens, mas fortes e sólidos como templos em homenagem aos amantes.
Uma mulher que saiba que a medicina me toma tempo. De preferência que viva isso também, porque só um médico entende outro médico. E que ao ser acordada no meio da noite por um dos celulares, pergunte: “Qual dos Drs eles querem?”. Lembrando: que não seja alta hein Sr! Não esqueça que fizeste teu filho pequenino, no que tange a altura...
Que tenha já pela manhã aquele cheiro doce das mulheres, e que, no meio do sono, com a cabeça repousada no meu peito, balbucie: “te amo”. E que grave na minha alma sua presença, pois ao ser eterno enquanto dure, se não for para sempre, que ao menos marque eternamente.
Amém.

Desculpem vosso autor se ficou longo, mas espero que gostem... Homenagem a uma bela princesinha dos cachinhos dourados, que me pediu que postasse este texto aqui.
Reflita Também...

07 junho 2008

Micro-Crônica : Cena 1

"Quando a gente percebe que uma mulher faz caretinhas...Fudeu,não é?!", e eu fiz que sim com a cabeça, ouvindo a reprodução da história diretamente do real interlocutor desta. Prossegui...ou melhor, deixei que prosseguissem.
"Vou chutar o balde,dane-se! Ela tem namorado,mas foda-se!!!Tem certas horas na vida que temos que torcer o errado em certo,não é?!"; mais uma vez concordei... um esboço de sorriso de canto de boca sobreveio... mas não era graça, non era allegro, non molto, era uma pontada de inveja. O desejo por ímpetos me consumia todos os dias, e mais me tocava frente os ímpetos alheios. Daria meu mundo por uma cara-de-pau, bezuntada em óleo-de-peroba, daquelas brilhosas e cheias de coragem.
"A eles e a nós happy Valentine's day!!!!". De acordo: a eles, felicidades mil. E que possam sorrir a alegria buscada por muitos, que se tornem plenos do frescor que é uma paixão recém-descoberta, que batam de frente com o mundo, se este ousar tentar impedir tudo o que farão juntos.
Ficam meus mais sinceros votos de alegrias infindáveis, cheias, amplas... completas.
Resto eu, a esperar. O mundo passa lá fora, e sou o mais atento dos observadores, exponenciando minha catarse, enquanto os namoros não acabam. Ou não começam.
........cortinas, pano rápido!

31 maio 2008

Em xeque

...................................(continuação):
Ilusão

Por um momento parei.
Um click... e o tempo nunca fora tão
.................................................[importante.

Ouvia, atento,
Como quem espera o próximo segundo;
Olhava, vidrado,
Pedindo que a cena se extendesse eternamente...

Sem medo nem pudor, me entreguei
E nada mais, ao redor, valia...
Havia, e tão só havia,
A surpresa que meu corpo contemplava.
Digo corpo, sim,
Pois não só meus olhos me serviam.
Imagem, som, cheiro e vibração lá estavam.

Como seria possível?
Poderia a luz preferi-la aos demais?
Poderiam mi's, sol's e lá's envolvê-la de propósito?
Poderiam os cachos exalar tamanho torpor?
E seu corpo, mover-se deixando rastros no ar?

Eu sorria... e só me dei conta após muito fazê-lo.
Achei graça em mim mesmo...
Não me controlava... meus olhos brilhavam.
A criança se mostrava em mim para quem quisesse ver.

A música acabou... a dança cessou...
Centrei-me e tentei evitar a 'bandeira'.
Por mais que faltem esperanças, nada ocorra,
Guardei em mim uma das mais belas composições que já presenciei.
Obra bela... dona de simplicidade exuberante...


---------- Meus caros amigos, lembrem-se: a vida é feita dos pequenos momentos que ficam para a eternidade. Pensem, avaliem... Reflitam também...

À prova

Sempre fiz questão de manter em mente uma das mais famosas citações de Nietzsche: "Convicções são Prisões". Fazia isso, conscientemente, com o intuito de jamais me fechar em "verdades absolutas" ou opiniões únicas. Uma idéia minha, entretanto, jamais consegui sobrepor; achar que eu conseguia decifrar as pessoas por inteiro, e de cara, como quem tem um faro para desvendar o outro. Pensava que nada me surpreenderia depois do primeiro impacto... que jamais poderiam, após já os ter conhecido, causar espanto.
Preciso ir mais longe para dizer que fui posto à prova?
Felizmente, de maneira boa.
É como descobrir uma gaveta perfumada em um móvel antigo. Conseguir abrir uma caixinha de música de cuja tranca não se tinha a chave. Algo inteiramente novo... que eu jamais esperaria... (continua... mas desde já: Reflita Também...)

Musicalis 4

Cecília - Chico Buarque

Quantos artistas
Entoam baladas
Para suas amadas
Com grandes orquestras
Como os invejo
Como os admiro
Eu, que te vejo
E nem quase respiro


Quantos poetas
Românticos, prosas
Exaltam suas musas
Com todas as letras
Eu te murmuro
Eu te suspiro
Eu, que soletro
Teu nome no escuro


Me escutas, Cecília?
Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença
Palavras são brutas
Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve
Tremessem por ti
Mas nem as sutis melodias
Merecem, Cecília, teu nome
Espalhar por aí
Como tantos poetas
Tantos cantores
Tantas Cecílias
Com mil refletores

Eu, que não digo
Mas ardo de desejo
Te olho
Te guardo
Te sigo
Te vejo dormir
----------------------------
Sem mais... Reflita Também...

02 maio 2008

Tabacaria - Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)

Há muito penso em postar esta obra-prima do admirável Fernando Pessoa. A extensão do poema foi, entretanto, uma barreira para tal... Isto porque sei bem que o tamanho de uma postagem pode atrair ou afastar os leitores.

Digo apenas que a leitura é totalmente válida. Por 2 motivos principais: 1- este poema foi eleito o melhor poema de língua portuguesa de todos os tempos por uma comissão dos mais entendidos literados de todos os países lusófonos (o que para muitos, com razão, não diz nada); e 2- porque EU concordo com eles... rs na minha pequena experiência literária... mas é isso. Minha indicação de hoje. O link segue abaixo.
http://www.insite.com.br/art/pessoa/ficcoes/acampos/456.html


Aproveitem meus caros: é algo inesquecível, eu garanto.
Beijos, abraços e apertos de mão. Não se esqueçam, reflitam também.

01 maio 2008

Sobre a sinceridade

Característica humana que eu mais admiro. Simples assim.
Difícil de se encontrar na forma mais pura atualmente, isto porque uma infinidade de, ditos, valores se põem a sua frente... entendam: hoje é mais aceito que se minta do que se faça mal a uma pessoa, tal que a sinceridade é posta em cheque para evitar um mal-estar (muitas vezes, este, imprescindível...).
Nem por isso culpo quem usa essa estratégia. Eu mesmo sou "usuário"; ela é essencial hoje. Boas relações humanas e blá blá blá. Enfim, o que digo é que, por vezes, isto demonstra, na verdade, que quem omite realmente se importa com quem recebe a mentira. Quem torna a sinceridade facultativa, em muito, não quer magoar o próximo. E isso me conforta.
Conforta e ensina. Aliás, passei por algo que me mostrou amadurecido... Cena incômoda, mas com qual lidei muitíssimo melhor do que já presumi que lidaria. Fora o baque do momento, meu coração se mostrou maduro... e assim segui. A maturidade e a pseudo-sinceridade andaram juntas, ainda que só por um momento.
Acham isso possível leitores? Reflitam também...

p.s.: por nada passamos incólunes... e mesmo sem me afetar muito, acho que somatizei mais uma vez... alguém salve meu estômago após uma pizza e um soco... rs

Somatização

s.f., [1] Manifestação um conflito psíquico numa afecção somática; [2] Transformação de um mal psicológico ou emocional em doença ou sintoma físico, [3] Mal composto por sintomas físicos sem motivo patológico aparente, expressão do mal-estar psíquico a que alguem é disposto ou a sucessivos estresses passados pelo indivíduo.

Inicio o post de hoje de maneira técnica, seja clínica ou lingüísticamente, para elucidar algo crescente na vida contemporânea. Os incômodos diários que passamos, nos geram uma carga de tensão inigualável. Até mesmo pequenas coisas se exponenciam sem que queiramos... uma fechada no trânsito, uma espera na fila do banco... Pequenos incidentes, que jamais mudariam nosso humor vêm alcançando proporções Titânicas. Esse é um dos maiores preços que se paga pela vida hoje. Nunca passou por isso? Está certo, leitor?

Febre sem gripe? Dor no corpo e nada de dengue? Muito sono e você nem virou as últimas noites? Uma azia terrível e você não sabe o porquê ?(ou o médico não encontra o motivo?)

Não quero ser intimista neste post... por isso evito abrir o peito e me faço até informal para tal...Só quero dizer que, frente a todos os estresses, uma azia persistente e uma imagem na cabeça é o que mais me fazem mal...

O que lhe faz mal hoje?? Reflita também leitor...

11 abril 2008

2 Frases para terminar o dia...

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos.
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu...


*Não pretendia escrever nada extra, mas deu vontade:
Viva a Hipermetropia que rege o Mundo!

Ditaduras e Dizeres

Hoje, 11 de abril de 2008, as ditaturas que ainda nos corrompem a cada segundo tomaram um baque. Usamos da arma mais simples para lhes impor um golpe: o senso crítico humano. Um ato pensado, estudado, centrado, concentrado...
Valendo-nos da curiosidade intrínseca aos universitários, fizemos dezenas de pessoas se questionarem quanto aos valores que lhes são impostos. Moda? Beleza? Notas? Celular? Consumismo? Artes? Música? Tempo?
Com uma simples frase, todo um centro de pesquisas se viu desafiado...
"Sob quais Ditaduras você vive hoje?"

É isso meus caros... A cada passo que damos, ajudamos a Terra a girar, pois é um passo que fica para trás. Jamais esquecido, entretanto, pois deixa o solo abaixo dele marcado.
Lembrem-se do que disse um astronauta conhecido, sem saber que proferia palavras eternas: "Um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a Humanidade".
Não se esqueçam que, por menor que uma ação pareça, grande ela pode se fazer, dado que tem sempre o poder de ultrapassar planos, extravazar alicerces e alcançar indivíduos que você sequer conhece...

Pense nisso... Reflita também...

21 março 2008

Primeira Lei

"Um homem é capaz de reconhecer que encontrou a mulher certa para estar a seu lado pelo resto dse sua vida quando tem plena certeza de que pode se re-apaixonar por ela todos os dias que virão."

Pense nisso... Reflita também...

Formato Mínimo

Resolvi não mais abandonar este blog às moscas virtuais. Firmo o compromisso de escrever pequenos posts ao menos semanalmente aqui... Posts como flashes, flashes como aos que somos dispostos todos os dias. Nas ruas. Nos ônibus. Na vida. Compostos por versos, frases ou mesmo uma só palavra, que quando expressiva, vale por si só.

Hoje lanço um mote de discussão. Caros leitores, nas suas opiniões, qual é o limite que se deve aceitar como plausível de preocupação em relação a certo tópico. Trocando em miúdos: o que vocês crêem ser a mínima coisa com que se deve preocupar. Explico. É viável se deixar atormentar por coisas (aparentemente) pequenas? Algo pífio para uns pode (mesmo) ser um martírio para outros?

Diga. Expresse seus sentimentos e opiniões. Reflita também...

17 março 2008

Poesia da Anti-Lira

Cansei!
Não quero mais o visual bonzinho,
Confundido com tapado.
Não quero mais os risos fáceis,
De consolo amparado.
Basta de fechar os olhos pro mundo
E a dados médicos estar fadado.
Parar ponteiros com os dedos,
Impor querer de um relógio parado.
Quero uma mulher que eu ame,
Que me faça sentir amado.
Aprender novas línguas,
Sem achar meu qi desperdiçado.
Nada de intelectuais,
Quero um ignorante ignorado.
Me sentir em paz com a Religião,
Não um pecador amedrontado.
Dinheiro que tire do sufoco,
Acabe com esse momento enjaulado.
Dirigir com o vento no rosto,
Esquecer do momento fracassado.
Voltar a ler...
Voar alado...
E me desligar da preocupação com a lira,
Sem me importar com a pobreza da Rima de fin' ado.


Beijos mil meus caros leitores, que acredito se resumirem a 5 ou 6... mas que por isso mesmo lhes tenho um apreço extremo. Deixo claro que este não é o post que eu pretendia fazer semana passada, e que a vários de vocês prometi, mas coisas mudam, cabeças rodam, mentes se perdem... É o mundo; dá voltas, não é assim que dizem?
Aproveitem, pensem e que cada um não se esqueça: Reflita também!

01 março 2008

Musicalis Fracionatum

Hoje trago a vós uma edição especial do já conhecido post temático de músicas por aqui.
Darei espaço à atipia; numa época em que é regra retirar um trecho de certo discurso para colocá-lo fora de um contexto, faço o contrário: escolherei trechos musicais que, visivelmente, falam mais que a música de que foram extraídos, por inteira. Seja por excessos, extremismos ou mesmo algo tido como gosto duvidoso, cá estão os trechos que se destacam do todo e mostram sua verdadeira força aos ouvidos, neste momento:

"Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido"

"...
Não dá pra ficar cara a cara
Eu quero esquecer,mas se vejo você
Coração dispara
Por isso não quero te ouvir nem te olhar
Melhor continuar como estamos
..."

"Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait
Ni le mal, tout ça m'est égal"

"Viva forever,
I'll be waiting,
Everlasting like the sun,
Live forever, for the moment,
Ever searching for the one."

"A razão porque mando um sorriso
E não corro
É que andei levando a vida
Quase morto
Quero fechar a ferida
Quero estancar o sangue
E sepultar bem longe
O que restou da camisa
Colorida que cobria minha dor"

Agradeço pela contribuição respectiva de grandes artistas: Leãozinho, Carlinhos, Miss Eller, as meninas-mulheres e o Viola de ouro... Taí. A diversidade é o que rege o mundo...
beijos e abraços
não se esqueça: Reflita também!

13 fevereiro 2007

Estranheza

A eterna busca humana pelo auto-conhecimento vem apresentado, nos últimos anos, uma amplitude ainda maior que antes. Isto se deve, como fatores principais, ao caos enfrentado todos os dias na cidade grande e à fluidez das coisas, a transformação tão fugaz e constante que nos deixa perdidos.
Chega ao ponto em que nem nós mesmos podemos descrever o que sentimos. Entender o que se passa no próprio âmago se torna um trabalho hercúleo, um enigma digno da Esfinge. E digo isso porque, caso o indivíduo não se canse em extremo nessa busca, acaba devorado por tal problema.
E acabo, pois, por encontrar um erro no raciocínio dos famosos Românticos do século XIX... Eles defendiam em suas poesias que o estado do tempo no dia é reflexo da alma de quem escreve. Como posso aceitar que, afundado em pensamentos sem-propósito, dúvidas a serem sanadas e um vazio no peito, o dia lá fora exponha uma manhã linda de sol?
Interessante... uma grande nuvem negra vem se aproximando no horizonte...

Pense nisso... Reflita Também...

20 janeiro 2007

Resta-me... Musicalis 3

Sem forças... Sinto uma tensão constante a pesar-me sobre a cabeça...
A motivação se esvai e, sem poder pensar ou escrever, resta-me fazer, novamente, minhas as palavras de outros. Esses, sim, mestres nas palavras.
Deixarei para os próximos dias a análise dessa nova situação... Sem mais:

Universo no teu corpo - Taiguara

Eu desisto
Não existe essa manhã que eu perseguia
Um lugar que me dê trégua ou me sorria
Uma gente que não viva só pra si
Só encontro
Gente amarga mergulhada no passado
Procurando repartir seu mundo errado
Nessa vida sem amor que eu aprendi
Por uns velhos vão motivos
Somos cegos e cativos
No deserto do universo sem amor
E é por isso que eu preciso
De você como eu preciso
Não me deixe um só minuto sem amor
Vem comigo
Meu pedaço de universo é no teu corpo
Eu te abraço corpo imerso no teu corpo
E em teus braços se une em versos a canção
Em que eu digo
Que estou morto pra esse triste mundo antigo
Que meu porto, meu destino, meu abrigo
São teu corpo amante amigo em minhas mãos...

Beijos... e agradeço, desde já, os comments... sejam estes de amigos, conhecidos ou mesmo novos companheiros na jornada do auto-conhecimento e da descoberta da Humanidade como um todo.

Ah, e aproveito para dar boas-vindas à "gi" que comentou no último post e eu ainda não conheço, agradeceria se deixasse seu e-mail ou msn para que pudéssemos nos conhecer...

Até, e Reflitam Também...

31 dezembro 2006

Luz perdida

A leitura de "A Última Crônica", de Fernando Sabino, me foi um marco. Foi com esta obra-mestra que descobri o mistério por trás do ofício de cronista, até então imaginado por mim como um complexo trabalho do homem sobre sua obrigação. Engano meu. Sabino sugere que, se lhe falta a inspiração para escrever, saia e observe o mundo a sua volta... "Leia" as pessoas...
Hoje eu alcancei esse nível. Consegui "ler" a dor de alguém e isso me tocou... E me culpo por não ter sido um problema dos já conhecidos, coisas que assolam um mundo desigual, mas um fato de simplicidade visível e que muitos ignorariam...
Deixava a casa de um amigo ao cair da noite. Ao chegar ao portão pude ver que havia uma festa numa casa próxima. E ao longe, na festa, enxerguei uma bela menina, ainda jovem. No mesmo instante realizei que era a moça com quem meu amigo já havia saído e com a qual nada mais queria, ainda que soubesse ser esta apaixonada por ele. A jovem veio em nossa direção e, percebendo isso, meu amigo virou o rosto. Ela não rumava a nós, mas passaria por onde estávamos... Ao chegar perto, lançou ao meu amigo um olhar como quem diz "olá" e esperando atenção, sem resposta, continuou a andar... Apenas eu a olhava... Cerca de cinco metros afrente, novamente ela se virou para nossa direção, tentando novamente estabelecer um, ainda que mínimo, contato com meu amigo, que novamente não ligou. Eu ouvia seus olhos clamarem "ei! não faça isso!" como quem sabe que a indiferença é a mais temível das tormentas. E ela seguiu seus passos. Eu já dava como findado o problema quando, para minha surpresa, vi, um pouco adiante, aquela linda menina virar-se pela última vez, esperançosamente, buscando para si um simples segundo dos tantos que sobravam ao meu amigo; mais uma vez sem sucesso. Eu vi a luz nos olhos daquela jovem se extingüirem naquele momento... Como a chama de uma vela abandonada ao vento da madrugada, sem que ninguém se importasse com a claridade que emitia.
A alta dramaticidade do momento, escondida pelas sombras da noite, invadiram o meu peito tal uma flecha endereçada aos que não se importam...Pela primeira vez na minha vida eu senti, não de maneira catártica como em livros ou filmes, mas como se ocorresse comigo mesmo, aguda e abruptamente, a dor daquela menina... Faltou-me o ar, abundante no meu entorno, mas ausente na minha reflexão, me deixando estagnado em pensamentos, e envolto em pesares...
E foi assim que aconteceu. Sem que eu esperasse... Apenas "lendo" aquela jovem, que só um olhar esperava...
Pense nisso...
Reflita também...
E um Ano de Luz para cada 1 de vocês, caros amigos...

11 novembro 2006

Vida nova... ?

Chegou a hora!
Cansei disso tudo... Ilusões são as piores coisas que já aconteceram à humanidade...Ou melhor, a pior delas foi o Homem ter se deixado levar! Porque só a inconstância, a carência e a crença em máximas ultrapassadas nos guiaram por esses caminhos tortos...
NOS GUIARAM! Você leu bem! Porque eu não me desligo da culpa! Eu aceito o fardo e reconheço a imensidão sobre mim... sobre um pequeno Homo sapiens sapiens que se acha superior aos demais animais...
Besteira! Falácia! Sentir-se mais importante é apenas um jeito fácil encontrado para tapar a necessidade de respostas que nos cerca. É dizer a si mesmo, de maneira indireta e beirando o ridículo: "Você é bom, não se sinta sozinho... Você não precisa de ninguém..."
Essa é a sina das pessoas hoje. Procurar desculpas para faltas contra sua própria integridade.
Mas chega o dia. O meu chegou.De me libertar, dizer o que eu penso. Não me preocupar com o que acham de mim ou sequer ligar para fatos desprezíveis, isolados.
A vida é um bem maior. E se nos prendermos a valores universais, se torna pequena, seguindo as regras impostas por outros a décadas, séculos.
Parafraseando Nietzche, que falava, entretanto, sobre Deus, eu digo:
-O Amor está morto! E quem o matou fomos nós...

Musicalis 2

Como pedido, uma contribuição do mestre:

Chico Buarque - As Vitrines

Eu te vejo sumir por aí
Te avisei que a cidade era um vão
Dá tua mão, olha prá mim
Não faz assim, não vá lá, não

Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão frouxa de rir

Já te vejo brincando gostando de ser
Tua sombra se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar

Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo o salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
que entornas no chão

- Sem mais, deixo-os na reflexão... ñ esqueçam: Reflita também

21 outubro 2006

Musicalis



Desde o início da produção cultural humana, qualquer alma em um surto de inspiração pôde se dar ao luxo de expor seus sentimentos e mostrar ao mundo a fagulha que tinha dentro de si e, por conhecimento meu de causa, precisava pô-la para fora. É ainda mais normal admirar a obra alheia, uma vez que o criador é sempre crítico demais consigo mesmo... E é por isso que estou a abrir esse tópico. Passarei a mostrar obras, que admiro, de grandes autores, em especial na música.

Milton Nascimento - Quem sabe isso quer dizer amor

cheguei a tempo de te ver acordar
eu vim correndo a frente do sol
abri a porta e antes de entrar
revi a vida inteira
pensei em tudo que é possível falar
que sirva apenas para nós dois
sinais de bem, desejos vitais
pequenos fragmentos de luz
falar da cor dos temporais
de céu azul, das flores de abril
pensar além do bem e do mal
lembrar de coisas que ninguém viu
o mundo lá sempre a rodar
e em cima dele tudo vale
quem sabe isso quer dizer amor
estrada de fazer o sonho acontecer
pensei no tempo e era tempo demais
você olhou sorrindo pra mim
me acenou um beijo de paz
virou minha cabeça
eu simplesmente não consigo parar
lá fora o dia já clareou
mas se você quiser transformar
o ribeirão em braço de mar
você vai ter que encontrar
aonde nasce a fonte do ser
e perceber meu coração
bater mais forte só por você
o mundo lá sempre a rodar,
e em cima dele tudo vale
quem sabe isso quer dizer amor,
estrada de fazer o sonho acontecer

17 outubro 2006

Vítreos Olhos


Sinto insuficiente o uso da mais rebuscada linguagem poética ao expor a minha mais nova descoberta. Como expressar com palavras aquele bem?
A maior das forças eu faria e ainda seria injusto ao tentar transpor o sentimento ao vê-la para as letras... Minh'alma se sorri e, sorrindo, sussurra:

Por entre a cor indistingüível de teus olhos
Me perco no verde dos mares...
E sinto atrair-me por teu sorriso
Cujo brilho apenas estrelas magnas copiam...
Indo de encontro a teu rosto
Sem poder negar, resistir, transgredir...
Como a um Barco que ronda a marina
Sem poder aproximar-se... aproximar-me...
Na falta de alguém que o espere no cais... me espere, sem mais...

Reconheço que na atual fase, minha inspiração não tem sido a mesma, mas veja os primeiros posts e acredite: posso ser melhor, meNIna...

13 setembro 2006

Volto, pois...

Caros, mais uma vez vos falo. E desde já me desculpo pela futura, e segura (dada a certeza), superficialidade deste post. Um ser de alma elevada uma vez disse, respaldado no conhecimento de causa, que as maiores obras da Humanidade foram compostas nos momentos de maior dor de seus autores. E por isso não espero escrever-lhes nenhum Davi ou Monalisa com letras.
Creio ser a primeira oportunidade em que me pergunto se a dor não seria viável... Ainda que eu tenha passado momentos d angústia quanto aos problemas perdurarem, mas sequer sinto mais seus pesos ferindo-me os ombros. Talvez eu tenha me desprovido da Síndrome de Atlas, a suportar o mundo sobre mim.
É com extremo alívio que expresso o primeiro post desprovido de torpor ou infelicidade...
Que dias melhores continuem a surgir...
Saudosos abraços

31 julho 2006

Eis me aqui...

É chegada a hora...
Mais uma vez o fruto de milhões de sinapses caóticas busca em vossos olhos, ao ler-me, refúgio de um turbilhão de sentimentos... Nesta nova oportunidade, desconheço conscientemente o motivo da angústia. Há dias venho sufocando a explosão contida em mim... dado nós nestes sentimentos por entre os dedos, segurando como a um animal feroz... Evitado que a outros ele machuque...
Talvez este tenha sido o motivo do mal-estar que tomara conta de mim 3 dias atrás... As forças esgotam-se após uma semana de luta contra si mesmo. O corpo cede aos anseios da alma...
Desde já descarto possíveis motivos menores: a bomba de sangue se encontra estável, sem elementos que a dispare... as dificuldades Superioras de outrora, soam como música hoje aos meus ouvidos e a fadiga corpórea nem mais a sinto...
Amigos, vos digo: decifrai vossas almas antes que estas vos confunda... Permitai devaneios, sem que se alonguem, entretanto, e dizei em voz alta o que vos motiva, o que vos incentiva...
Eu o direi: "Futuro..."

15 abril 2006

Agora isso

Desce a cortina... Fim do primeiro ato, ou talvez do último... A repetição de fatos é uma constante em nossas vidas...
Talvez seja essa a origem da sensação de Déjà vu.
O pôr do sol me cai como uma chuva de pétalas vermelhas... banha meu ego com uma cor que o machuca, mancha, reprova. Dizem q um homem só se faz tal após sentir a dor de um grande amor... O sofrimento maior de uma não correspondência. Assim ele deve se questionar seus valores e perder as grandes esperanças que o tornam frágil. Endurece-se o eu. Será?

Será que, no caso de uma recusa mal aceita, e não desejada, possamos, indevidamente, não aprender e deixar que tudo ocorra novamente, como um ciclo cruel consigo mesmo?
É isso: muitos deixam de aprender com seus erros, e remetem ao século XIX ao insistir no amor que os destrói o peito, dilacera a alma, enforca seu suspiro e agride sua consciência...
Venha, reflita também...

10 abril 2006

Longo Tempo...

Reconheço que esqueci... o alvo de minhas angústias fora deixado de lado... Sinto como se tivesse abandonado um filho bastardo, a dor de não ser justo ou grato por ter me aliviado as tensões na época... Escrevo para mim, ninguém me lê... ou lerá um dia...
Drummond já explorava a dor existencial pela qual todos passam, ao escrever:
"Mundo, mundo,
Vasto mundo,
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima e não uma solução..."
Nem sempre se chegam a soluções, ou essas nos são apresentadas...
A alma humana carreia devaneios sem próposito ou aplicação que nem mesmo seus donos aceitam ou acreditam poder por em prática...
Pense nisso, reflita também...

27 julho 2005

Reflita também...



Reflita também... pense no que se passa... Coloque na balança, vale mesmo a pena apostar fichas perdidas em uma batalha desigual? É justo que nos façam encarar, escolher, decidir uma vida quando ainda não nos sentimos à vontade mesmo para otpar em pequenas questões no dia-a-dia? Esse blog foi criado pra isso. Desabafos. Questionamentos. Frustrações ou simples descontentamentos... Opine. Seus raciocínios e iguais problemas serão bem-vindos. Retribuídos, comentados e agradecidos por mim em expandir debates... Tudo embasado no que rege a vida de pessoas que buscam sua expressão: a linguagem trabalhada, ampla, poética. Agradeço desde já... E não esqueça: use este espaço como for necessário... Caros amigos, inauguro, assim, "Reflita Também".